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"Para ser um fotógrafo de natureza é preciso um outro olhar. O olhar de quem sabe distinguir o raro e a
riqueza de cada fenômeno que se imprime à luz no filme fotográfico. O olhar de quem sabe como cada espécie
se comporta, para antecipar o melhor momento entre a surpresa e a fuga. Adriano Gambarini tem esse olhar.
E a paciência. E a teimosia. Somadas à técnica e à chance de estar no momento e no lugar certo com a câmera
na mão, essas características nos presenteiam com fotos únicas." Liana John, jornalista.
"Adriano is one of the most versatile and accurate of wildlife and wild lands photographers that I have
worked with. When he takes pictures of animals you can see the biology as though in a text book. When
Adriano photographs people you see the world through their eyes, not his. When he photographs a landscape,
you feel as though you were sitting in the middle of it."
James M. Dietz, Behavioral Ecologist and Conservation Biologist,
University of Maryland, EUA.
Adriano Gambarini é fotógrafo e escritor há 15 anos. Com vasta experiência em fotografia outdoor, produz
livros de arte, artigos para revistas especializadas em meio ambiente, calendários e agendas personalizadas
para empresas e outras instituições. No mercado institucional fotografa para campanhas publicitárias, produção
de annual reports, house-organs e folders, com especialidade em fotografias aéreas,
fábricas, portraits de empresários e rotina de indústrias e minerações. Administra e licencia seu
foto arquivo com 45 mil imagens do Brasil, Antártida e mais 17 países, com ênfase na biodiversidade,
ecossistemas, vida selvagem, modos de vida e cultura de grupos étnicos, arquitetura e cidades históricas.
Colunista da agência ambiental OECO, colabora para as principais revistas do país, tendo fotos publicadas em
pelo menos 10 versões da National Geographic, Mercator’s World e GEO Magazine.
Trabalhou como fotógrafo still de cinema para documentário na Discovery Channel no Brasil, França e Rússia,
realizou coberturas jornalísticas on-line na Tailândia, Camboja, Laos, China e Quirguistão,
foi editor fotográfico e articulista de guias de turismo da Editora BEI, participa freqüentemente de
expedições ambientais, culturais e históricas em parceria com Ongs, como WWF, Conservation International,
Instituto Pró-Carnívoros e Instituto Terra Brasilis.
Formado em geologia pela Universidade de São Paulo, é espeleólogo e mergulhador desde 1987, documentou
as principais expedições para exploração e mapeamento de cavernas secas e submersas. Tornou-se referência
em fotografias de cavernas, produzindo as principais matérias para revistas e exposições fotográficas nos
últimos dez anos.
LIVROS PUBLICADOS:
* Serra da Canastra (2007);
* Oré Awé Roiru’a Ma, Todas as vezes que dissemos adeus (2004);
* Natureza, Conservação e Cultura: Ensaio sobre a relação do homem com a natureza no Brasil (2003);
* Expedição Langsdorff, Memória das Águas (2002);
* Serra da Capivara (2001);
* Camboja (2001);
* O Ouro de Minas (2000);
* Verde Magia, Poemas (1992).
EXPOSIÇÕES:
Individuais:
* Hotel Cor, Shopping D&D, 2007, SP;
* Casa Cor, Jóquei Clube de SP, 2006, SP;
* emPARISIensis, Centro Cultural Aliança Francesa, 2005, SP;
* Expedição Langsdorff – Lançamento do livro. Museu da Casa Brasileira, 2001, SP;
* Dar a luz à Escuridão – IV Mês Internacional da Fotografia, 1999, SP;
* Imagempoesia - Semana do Meio Ambiente, 1997, Guaratinguetá, SP;
Coletivas:
* XXIII Bienal de Fotografia Monocromática, 2004, SC;
* Mostra no Metrô, SP 450 Anos, 2004;
* XIII Bienal de Arte Fotográfica, 2003, SP;
* 3ª Mostra Luminous de Fotografia, 2003, SP;
* 2ª Mostra Tangran de Fotografia, 2003, SP;
* 2ª Mostra Luminous de Fotografia, 2002, SP;
* Fotografias de Cavernas – 13º Congresso Internacional de Espeleologia, 2001, Brasília;
* 3ª Mostra de Portfolio, Casa de Fotografia Fuji, 1996, SP;
"The photographs are stunning, and very beautiful"
Photo Editor John Echave, National Geographic Americana.
"As fotos de Adriano Gambarini são um dos pontos altos da National Geographic brasileira"
Matthew Shirts, editor.
"The slides are fantastic"
Editor Miranda Haines, Geographical Magazine
"Quando o fotógrafo pousa o olhar na natureza, não há como não ver a beleza: Adriano Gambarini
tem o dom de fotografar. E de ser ele próprio a qualquer hora, sem deslumbramento ou arrogância."
Silvana de Carvalho, jornalista.
"A fotografia de vida selvagem não é fácil. Acompanhar pesquisadores a campo muito menos. Cruzar rios
a nado, correr horas a fio por entre charcos, brejos e matas. Adriano faz isto como ninguém. Fica evidente
seu respeito pelo trabalho de pesquisa, solidariedade e valores éticos inabaláveis."
Rose Morato, CENAP, Ibama.
"Adriano Gambarini coloca o rigor e a técnica a serviço da sensibilidade. Suas fotos, de grande
qualidade e beleza, fogem do óbvio e sempre surpreendem."
Marisa Moreira Salles, BEI Editora
"Adriano Gambarini's pictures capture the solemn beauty of Brazil's cave systems."
Wilma Simon - GEO Magazine
"Adriano knows the spirit and practice of science in the field. His intuition for the right moment
and the right content is remarkable. With the same camera he can capture the structural majesty of a
blackened cave, the spirit of the researchers, and the struggle of the indigenous people of the area.
I greatly admire his eye and his dedication."
Walter Hartwig, Paleontologist, Ph.D. – California, EUA.
UM POUCO DE HISTÓRIA:
Não tenho como dissociar minha trajetória fotográfica da minha necessidade anímica de viajar. Sou um viajante
incondicional, certamente herança de família – no meu primeiro acampamento eu tinha 01 ano de idade!
Comecei a me interessar por fotografia ainda menino, quando nas muitas viagens meu pai levava sua Olimpus Trip.
Lembro que passava horas brincando de fotografar com esta câmera sem filme. Em 1985 comecei então a seguir
meus próprios pés viajando como "mochileiro" para diversos lugares no Brasil, e levando esta câmera comigo.
Eram tempos mágicos, em que se podia viajar ao sabor do vento, pegar carona e contar com a receptividade
ingênua das pessoas locais. Mas efetivamente fotografava muito pouco, já que na época me interessava mais pela
escrita; então eu relatava meu dia-a-dia em extensos "diários de bordo", poemas e impressões. Já na faculdade
de Geologia, que cursei a partir de 1987, a fotografia começou a se tornar uma constante nos meus trabalhos
de campo. Foi então que "aposentei" a boa câmera paterna para me desafiar na mecânica Canon AE1. Por ter
acompanhado pesquisas de espeleologia durante todo os anos de graduação, devo admitir que as cavernas foram
minha escola autodidata nas técnicas fotográficas. A escuridão absoluta, a necessidade de entender qual é o
conceito de luz e como ela se comporta, para conseguir uma boa imagem condizente com a beleza daquele
mundo subterrâneo, foram os ingredientes necessários para eu tomar gosto pela arte e perceber que a alma
da fotografia é a luz. A partir disto, comecei efetivamente a fotografar minhas viagens. Mas sem nenhuma
pretensão de me tornar fotógrafo profissional.
Gosto muito de arte; já me enveredei pela poesia, música clássica e escultura. Creio que isto contribuiu
para algum tipo de apuração estética sobre meu modo de olhar para as coisas e criar um conceito próprio
de beleza, e não especificamente o que os tempos ditam como sendo bom ou ruim, bonito ou feio. E na
fotografia sempre foi assim: se me agrada aos olhos ou me emociona de alguma forma, eu fotografo. Talvez
por conta deste gesto intuitivo de fotografar sem muita regra pré-determinada, e certamente pelas casualidades
da vida, minhas fotos agradaram a editora de arte de uma revista de pesca esportiva, que me chamou para
produzir uma matéria. Mas nesta revista não bastava fotografar, era uma premissa estar acostumado com viagens
e condições extremas de trabalho, como permanecer dias a fio dentro de um pequeno barco de alumínio,
durante 17 horas seguidas embaixo do sol escaldante e com hordas de mosquitos azucrinando os ouvidos.
Enfim, eu estava em casa! Permaneci praticamente dois anos trabalhando apenas para esta revista, viajando
uma média de 15 dias por mês para diversos lugares no Brasil, Escandinávia e Estados Unidos.
Tomei novos rumos. Lembro um dia, quando estava na Editora Abril e encontrei um antigo amigo de família;
contei um pouco da minha história e mostrei as fotos para ele e outro senhor, que ao ver os cromos sobre a
mesa de luz falou: "o mais interessante de todas estas fotos é perceber que foi clicado pela mesma pessoa,
por causa da luz". Este momento foi como se abrissem aqueles portais onde tudo se clareia, se evidencia.
Ficou óbvio e consciente minha busca incondicional por uma luz diferenciada, pra dar tridimensionalidade e
vida nas cenas. Mais do que isto; sempre acreditei que nos tornamos aquilo que pensamos ser. Nossos atos
são uma expressão direta de nossas verdades, não importa qual seja nossas profissões, e em tudo existem
três lados. Se há o positivo, há o negativo e o neutro. Este conceito rege minha vida desde quando entendi
que somos apenas partes de algo maior, mas daí para materializar estas crenças nas fotografias, seria surreal
demais não fosse o fato que alguém as percebeu impressas, inconscientemente, junto a tantas cores e formas.
Hoje, depois de mais de dez anos desta experiência, continuo a fotografar o que agrada aos meus olhos, e
assim foi que participei de grandes projetos de livros – sete ao todo, memoráveis experiências pelas estradas
do mundo, milhares de fotos guardadas nos arquivos. Desafiei ainda mais a escuridão das cavernas com a
tecnologia de equipamentos, e ela, sábia, me mostrou que o segredo continua fácil, mas inalcançável para quem
não se entrega. Mas se já passei quatorze horas num único salão subterrâneo em busca de uma iluminação exata,
não sosseguei até conhecer cavernas nas cinco regiões do país. E descobri a forma imaterial da luz.
Continuei a viajar e assim me tornei editor fotográfico de guias de turismo. Voei sobre o mundo, entrei nos
arquivos vermelhos da Rússia em busca de registros do Brasil de Langsdorff. Fiz reportagens on-line da Rota
da Seda, na China, Quirguistão e Cazaquistão, quando a Internet ainda estava nascendo por aqui. Descobri o
país dos sorrisos – Tailândia, e aprendi a "ouvir o arroz crescer" no Laos. Desabei de joelhos frente à
grandeza do Camboja. Foram vários meses descortinando o milenar mistério oriental, tentando desligar
a razão para vivenciar o budismo. E assim soltei os remos do barco para me preocupar apenas com o leme; porque
remar se a correnteza que nos leva é forte?
Mas apesar de manter a essência que me levou a viver pela fotografia, é claro que ajustei alguns parâmetros,
principalmente quando realizo algum trabalho encomendado. Entre um projeto pessoal de livro, um sobrevôo
capenga de ultraleve, árduas documentações de pesquisas ambientais ou ensaios de grupos étnicos, me enveredei
também na fotografia institucional – fábricas, empresas, tecnologia. Mas se para alguns este universo
corporativo pode ser maçante, para mim é abrir as portas de um mundo novo. Tantas cores, detalhes e
formas surgem num ambiente empresarial, que a beleza se iguala a qualquer outro cenário. E na hora do
clique - este momento mágico em que o mundo pára por uma fração de segundo, eu solto a intuição. Não faço
distinção entre fotografar uma paisagem deslumbrante, destas que nos remetem aos devaneios e contemplações,
e as estruturas metálicas escurecidas de uma fábrica. Pra mim, é só fotografia. É tudo fotografia.
E em tudo é possível ver os três lados.
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